Marilena Chaui em seu depoimento fala sobre o
esplendor do livro que abre mundos novos. As portas para um mundo novo
abriram-se para mim aos cinco anos quando tive meu primeiro contato com a
leitura e a escrita na pré-escola, em que lia a sequência de imagens de livros
da literatura infantil e outros que apresentavam imagens e algumas frases. Minha
maior lembrança é da cartilha "Caminho Suave" com a qual fui alfabetizada.
Durante todo o primário participei dos eventos escolares recitando poesias, de
pequenas peças teatrais e jograis. No ginásio tive uma professora de português
inesquecível, Dona Nina, que nos propôs ler o livro "O Pequeno Príncipe" e todo
início de aula lia para nós um capítulo, fazíamos comentários em uma roda de
leitura. A partir dai não parei mais de ler e os livros da série "Vagalume" tive
o prazer de ler quase todos e também contos mitológicos, tragédias gregas e
muitos romances como , por exemplo, "A moreninha", apaixonante para
mim.
Quando resolvi cursar Letras já era uma
leitora apaixonada e queria assim poder estabelecer uma relação estreita com a
linguagem, experimentando assim a leitura e a escrita como prática social e
cultural
Maria Lúcia.
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